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Xeque-mate: peças que podem ‘ameaçar os reis’ ainda estão fora do jogo no Piauí

O objetivo principal do jogo é derrubar o rei, ao tomar a casa em que ele está

Certamente você já ouviu a expressão “política é um jogo de xadrez”. E, se não ouviu, vai poder entender ou pelo menos tentarei explicar porque ela existe, fazendo uma analogia ao atual cenário político das eleições de 2018.

A relação entre o jogo de Xadrez e as eleições do Piauí em 2018 (Foto: Reprodução)

Existem dois lados, aqui definidos como situação e oposição, e no "tabuleiro" várias peças. As mais fracas na frente, formando uma base de sustentação, que são os peões; e mais atrás, os mais fortes, cada uma com seus espaços para se movimentar: torre, bispo, cavalo, rainha e rei. O objetivo principal do jogo é derrubar o rei, ao tomar a casa em que ele está e conseguir o xeque-mate.

Pois bem, pulemos a colocação das outras peças para falar dos “reis”. Não é segredo para ninguém que Wellington Dias e Luciano Nunes são as peças principais do jogo em 2018, já que Firmino Filho ameaçou, mas sequer saiu da caixa.

Wellington Dias e Luciano Nunes, os "reis" nas Eleições para Governador em 2018 (Foto: Reprodução)

W. Dias, no posto de rei há quase 12 anos, por vezes parece sair do tabuleiro e assumir o papel de jogador, sempre sereno e comedido, deixa transparecer que se movimenta pouco, casa a casa, sempre com seu batalhão a lhe proteger.

Luciano Nunes, um deputado estadual psdbista jovem e arrojado, quase alheio as arestas do ninho tucano, também reserva as características de um bom jogador e também por vezes tem assumido esse papel.

Mas como já disse, o rei não é a peça mais decisiva do jogo. Seu papel é manter-se de pé por mais tempo do que o que está ao seu lado oposto.

Sim, cada jogada tem que ser milimetricamente pensada, calculada, planejada, peça a peça. Mas sabe qual o problema? Uma das peças mais cobiçadas do tabuleiro político de 2018, o ex-senador João Vicente Claudino (PTB), ainda não definiu sua próxima “jogada”. Sem saber se irá ou não disputar algum cargo no pleito deste ano, ele movimenta os bastidores da política e gera debates, principalmente na oposição do governador Wellington Dias, mas não consegue ameaçar definitivamente o jogo.

O mesmo acontece com outro deputado estadual que é bastante popular, mas ainda pouco articulado politicamente: Dr. Pessoa. A vontade de vestir-se de rei para entrar no tabuleiro parece lhe consumir inteiro, mas como tradicionalmente no jogo só tem espaço para dois, ele ainda espera para saber qual pode ser sua função, se disputa governo ou senado.

Esses dois compunham parte da jogada ideal para alçar o xeque-mate oposicionista.

Pelo lado do índio petista, as peças principais são o senador progressista Ciro Nogueira e o presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, Themístocles Filho (MDB). Os dois ainda esperam uma decisão do rei situacionista para poder agir. O problema é que eles querem ocupar o mesmo lugar no tabuleiro – situação que já falamos aqui na coluna.

Sabe o que deixou esse jogo ainda melhor? É que colocaram o reloginho na mesa, e agora as pecinhas estão se vendo obrigadas a se mexer! Que vença o melhor – para o povo, claro.

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