Portal O Estado

Vice e versa: situação e oposição não fecharam composição de chapas para governo

Escolher o vice de cada chapa é sempre um dilema para os candidatos, mas nesse ano, a situação deve se destacar

O período pré-eleitoral está se aproximando – na teoria, pelo menos, pois na prática sabemos que já começou – e um assunto que ainda parece blindado quando se fala no pleito de 2018, é o da composição das chapas daqueles que se apontam como os principais pré-candidatos ao Governo do Estado.

Atualmente no comando do executivo estadual, Wellington Dias (PT) vive um dilema, quase um drama pessoal, para decidir se mantém o Progressistas, do senador Ciro Nogueira, em sua chapa como vice, posto hoje ocupado por Margarete Coelho, ou se passa a vaga para o Movimento Democrático Brasileiro, o MDB. Quem quer a vaga por lá é o presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, deputado Themístocles Filho.

No início da tarde desta segunda-feira (02/04), após anunciar a mudança de 20 gestores de pastas do seu governo, que deixam o posto para disputar as eleições em 2018, W. Dias resumiu a um sorriso e a “ainda vamos decidir”, sua resposta à pergunta dos jornalistas: o senhor já decidiu quem vai ser seu vice?

Governador Wellington Dias (Foto: Reprodução)

Considerado o “testa de ferro” do Partido dos Trabalhadores no Piauí, o deputado federal Assis Carvalho, sempre muito firme em suas opiniões, também não se expôs sobre o assunto.

“Assim como o governador, que não tem comentado, eu tenho dito que acho inadequado tratar de vice nesse momento. Vice é um tema [para ser tratado] mais perto das convenções, para a conjuntura momentânea, então todos os partidos têm o direito de se apresentar, citar nomes. A mim não cabe emitir opinião de quem deve ser, quem deve não ser”. Pontou.

Na oposição, dois nomes eram idealizados para disputar o governo contra W. Dias: Firmino Filho (PSDB), que é prefeito de Teresina, e o ex-senador João Vicente Claudino, que deve se filiar novamente ao PTB. No entanto, antes que se pudesse falar sobre um vice para algum dos dois, a oposição viu o “sonho” correr por água abaixo.

É que Firmino Filho já declarou a aliados que não disputará o governo em 2018, assunto que já tratamos aqui no Portal O Estado. Da mesma forma, JVC parece se distanciar cada vez mais dessa disputa.

Aproveitando o cenário de indecisão, o deputado estadual Luciano Nunes, também do PSDB, tomou a frente e colocou seu nome como sugestão para pleitear o comando do governo do estado. A decisão parece ter rachado o clima amistoso dentro do ninho tucano, já que Firmino, mesmo dizendo que Luciano é um bom nome para a disputa, nunca declarou abertamente que o apoiará. Há quem diga inclusive que o projeto de Firmino é mais audacioso: sair do PSDB e ficar livre para apoiar o governador Wellington Dias em sua busca pela reeleição, colocando sua mulher Lucy Silveira, que compõe os quadros de filiados do Progressistas, como vice na chapa do petista.

Enquanto isso, mais um deputado estadual faz passeios rasantes sob o cenário que, mesmo com a “pista livre”, se mantém cauteloso e não arrisca pousar. Dr. Pessoa, que chegou a cogitar entrar nessa disputa, segue indeciso, sem saber se casa ou se compra uma bicicleta. Ele ainda não sabe se quer ser candidato a governador, senador ou deputado federal.

É, ainda ouviremos muito se falar sobre “vice”. E, ao que parece, o assunto beirará até o limite que “versa” a legislação eleitoral.

Dê sua opinião:

Tags

Veja também: