Com sua campanha atrelada à de Ciro Nogueira, Wellington Dias avaliou que era impossível fazer campanha para Dilma no Piauí ao custo de quebrar a aliança com o Progressitas (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

Ontem (5), em São Paulo, a cúpula do PT se reuniu com o ex-presidente Lula após o anúncio de sua ordem de prisão. Dentro do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, debateram os próximos passos para fortalecer o partido do ponto de vista eleitoral. O ex-presidente Lula insistiu para que a ex-presidente Dilma Rousseff concorra a uma vaga de senadora da República.

Dilma vai disputar a vaga no Senado pelo estado de Minas Gerais. Mas esta não era a primeira opção. O Piauí, juntamente com o Ceará e o Maranhão eram as reais alternativas no Nordeste. Fora daqui, apenas Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Para proteger o senador Ciro Nogueira, presidente nacional dos Progressistas, e sua própria campanha ao governo do Estado, Wellington Dias vetou o Piauí como uma opção. Ciro votou a favor do impeachment da ex-presidente. Dilma estaria eleita no Piauí, mas W.Dias viu risco à sua reeleição em consequência dos desgastes para a acomodação de Dilma.

o Rio Grande do Sul, onde ela tinha seu domicílio eleitoral, os petistas avaliaram que havia riscos. No Ceará, a complicação era outro Ciro, o Gomes (PDT), pré-candidato à presidência da República. Lá, o PT faz parte do grupo de Gomes, mas o Ciro cearense tem cobrado do PT apoio à sua campanha nacional, o que contraria os interesses pessoais de Lula em sacrificar a viabilidade da esquerda para uma improdutiva guerra midiática de vitimização.

O PT, então, decidiu por Minas. Lá ela pode antagonizar com a figura desgastada do atual senador Aécio Neves (PSDB) e tem o apoio do governador Fernando Pimentel, que também é o do PT.

Fonte: Política Dinâmica 


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