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União dos Juristas Católicos do Piauí promove Ato contra o aborto em Teresina

Na programação estão confirmadas as presenças de profissionais da área de saúde, especialistas em direito e membros da Igreja Católica que irão promover discussões com foco na temática

Com o lema: ‘Escolhe, pois a vida’ (Dt 30,19), a União dos Juristas Católicos do Piauí (UJUCAPI), em parceria com a Arquidiocese de Teresina, vai promover no dia 13 de agosto, às 16h, o Ato em Defesa da Vida, visando esclarecer sobre o aborto em diferentes aspectos: religioso, jurídico e científico.

A iniciativa é uma resposta frente à audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para debater a Arguição de Preceito Fundamental (ADPF) 442, que propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O Ato em Defesa da Vida é aberto ao público e será realizado no auditório Monsenhor Mateus do Centro Pastoral Paulo VI.

“O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo”, afirmou o advogado Frederico Mendes, presidente da UJUCAPI.

Na programação estão confirmadas as presenças de profissionais da área de saúde, especialistas em direito e membros da Igreja Católica que irão promover discussões com foco na temática. O Arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Brito também estará presente e vai falar sobre o posicionamento da Igreja em relação ao tema.

Para o Arcebispo Metropolitano de Teresina, Dom Jacinto Brito, a vida é um supremo dom de Deus e preservá-la é a nossa vocação primeira. “O Direito brasileiro reconhece e proclama a inviolabilidade da vida na sua Constituição Federal. Nenhum ser é tão vulnerável quanto o feto. Ele já traz em si todos os elementos de biologia necessários ao seu crescimento. Isso quem afirma são as Ciências Naturais. Para além da biologia, a dignidade do feto já está completa. O feto é, em si mesmo, um ser por inteiro. Os direitos da mulher e da mãe devem ser garantidos, desde que não suprima e elimine a vida do próprio filho. Eliminá-lo será sempre uma violência e um crime, ainda que leis desnaturadas o proclamem”, pontua em nota oficial divulgada nos veículos de comunicação da Arquidiocese .

O que a Igreja quer é preservar a vida. A legislação já protege o feto na medida em que garante a ele assistência. Hoje, no Brasil, o aborto só é permitido em três tipos de gravidez: quando é decorrente de estupro, quando causa risco à vida da mulher ou na possibilidade de feto anencefálico.

Diante da gravidade da situação, o arcebispo convoca: “conclamo a todas as pessoas de boa vontade, a unirem-se na oração e na promoção de atividades em favor da vida, do respeito à dignidade de todo ser humano, desde a sua concepção e do respeito à Constituição do país”.

A mobilização ocorre em todo o País e, em nota, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil também se posicionou, adotando postura contrária à possibilidade de confirmação da descriminalização. “Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente”(Nota CNBB, 11/04/2017).

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