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MDER fecha 2018 com investimentos e desafios na regulação

Com 43 anos de serviços prestados à população piauiense, a maternidade passa por reformas estruturais importantes.

Segunda maior maternidade pública do Nordeste, superada apenas pelo Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIPE), a Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER), maior do estado e referência em atendimento de alta complexidade, teve em 2018 um ano de desafios, mas, acima de tudo, de superação e importantes avanços.

Com 43 anos de serviços prestados à população piauiense, a maternidade passa por reformas estruturais importantes, que vão desde a ampliação e construção de novos espaços, até a realocação de setores e aquisição de maquinário.

Há dois anos afrente do comando da instituição, o diretor-geral da MDER, Francisco Macêdo, participou do planejamento e desenvolvimento de ações de aprimoramento na acolhida de mães e bebês.  De acordo com o diretor da unidade, já nos próximos dias terá início uma obra de recuperação importante da ala D, que beneficiará as Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs). “É uma imensa ala de tratamento da Unidade de Cuidados Intermediários Convencionais (UCINCo) e Unidade de Cuidados Intermediários Canguru - que contemplam bebês prematuros em tratamento.  Além disso, estamos transferindo o centro de material para o piso inferior, onde novas máquinas estão sendo instaladas para otimização dos serviços de esterilização de material cirúrgico e insumos”, frisa Macêdo.

Outra importante reforma realizada nas dependências da MDER é a de substituição do telhado do Instituto de Perinatologia Social (IPS), que proporcionará melhores condições de trabalho aos profissionais do setor de Laboratório e Ultrassonografia, bem como no atendimento à gestantes de alto risco em nível de ambulatorial.

Para tanto, a Maternidade recebeu, apenas em 2018, mais de R$ 2 milhões em investimentos, que possibilitaram a modernização de seu aparato tecnológico com a aquisição de respiradores, monitores, carros de urgência  - como de parada cardiorrespiratória, focos cirúrgicos (Indicado para procedimentos cirúrgicos complexos, cirurgias de médio e grande porte que necessitam de iluminação de alta qualidade.), mesas cirúrgicas (para todas as necessidades exigidas pela moderna técnica em obstetrícia) e material cirúrgico.

No que diz respeito às reformas na estrutura física do prédio, a casa recebeu investimentos da ordem de R$ 1,5 milhão. “O relato é de que nunca se viu tantas reformas em tão pouco tempo na unidade. Trabalhamos com uma determinação do Governo do Estado para a contratação de uma empresa responsável por fazer reparos permanentes na estrutura da maternidade, melhorando as condições de atendimento para gestantes e recém-nascidos”, lembra Macêdo.

Ainda sobre reformas, também foram realizadas este ano intervenções nos centros obstétrico superior e cirúrgico, além da UTI Neonatal.

A maior maternidade pública do Piauí conta hoje com 40 leitos de UTI (10 maternos e 30 neonatais),10 destes inaugurados na atual gestão. Os leitos ajudam na redução da mortalidade no estado de forma significativa. Além da UTI, também foi instalada uma farmácia satélite que funciona dentro do bloco cirúrgico, agilizando, assim, a disponibilização de medicamentos.

Regulação finda superlotação aciona maternidades do município

Mesmo sendo a segunda maior maternidade da região nordeste, a MDER conviveu com problemas de superlotação durante o ano. A resolução para essa demanda histórica foi encontrada por meio da regulação de pacientes. Há um mês, por meio de determinação do Conselho Regional de Medicina (CRM), a maternidade deixou de funcionar de “portas abertas” para atender casos prioritários de alto risco, sua especialidade.

Com a medida, a Dona Evangelina Rosa, que já chegou a ter 60% dos seus atendimentos voltados para casos de baixo risco, passa a atender apenas casos de média complexidade com potencial de complicações, mulheres que desejam ter o parto normal, no Centro de Parto Normal da casa e gestantes que moram no entorno da unidade.

“O fato da Maternidade ter que receber pacientes mesmo estando superlotada, nos levou a uma situação que inviabilizava o atendimento. Por vezes, não tínhamos leitos nas enfermarias e nem mesmo para parto normal. Isso se repetia nas enfermarias de alto risco, neonatais e Unidades de Terapia Intensiva Materna, o que nos levava a um mal estar geral”, lembra Macêdo.

A intervenção do Ministério Público (MPE) e do CRM normatizaram a chegada à Maternidade para pacientes de alto risco, levando as maternidades do município de Teresina e interior a atender casos de baixa e média complexidade.

“O que aconteceu foi uma regulação da vinda das pacientes, a exemplo do realizado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e do Hospital Getúlio Vargas (HGV). Criou-se um prejuízo muito grande quando se falou em fechamento da Evangelina, gerando uma insegurança para a sociedade, o que não houve.”, esclarece o diretor da maternidade.

Após a adoção deste modelo, a maternidade tem hoje 92,6% de ocupação. “Foi realizado um planejamento conjunto Estado e Município para que se pudesse fazer esse atendimento regulado. Esperamos que isso sirva de exemplo e que possamos continuar com a Evangelina Rosa regulando os casos de alto risco e alta complexidade”, finalizou o gestor.

Banco de Leite recebe qualificação máxima pelo terceiro ano consecutivo

Destaque dentro da estrutura de prestação de serviços da Maternidade, o Banco de Leite Humano (BLH) foi credenciado nacionalmente com qualificação máxima da Rede Global de Bancos de Leite Humano pelo terceiro ano consecutivo.

O BLH da Maternidade Dona Evangelina Rosa segue um criterioso processo de coleta de leite, que beneficia recém-nascidos que necessitam do complemento e aleitamento não suprido pela mãe. A estrutura abastece, além dos pacientes da Evangelina Rosa, bebês de outras unidades do Estado em Parnaíba, Floriano e da rede privada.

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