O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a São Paulo na manhã deste sábado (2), após deixar a sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba, para participar do velório do neto, Arthur Lula da Silva, de 7 anos, que morreu vítima de meningite meningocócica.

Preso por duas condenações na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente recebeu autorização da Justiça Federal para ir à despedida do neto. A íntegra da decisão, tomada na noite desta sexta-feira (1º), não foi divulgada.

Arthur faleceu às 12h11 desta sexta-feira (1º) no Hospital Bartira, em Santo André (SP), "devido ao agravamento do quadro infeccioso de meningite meningocócica", segundo a assessoria da Rede D'Or São Luiz, da qual o hospital faz parte. O corpo dele começou a ser velado por volta de 22h do mesmo dia, no Cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo, e seguia ao longo da manhã desde sábado. A cremação está prevista para o meio-dia.

Antes mesmo da chegada do ex-presidente, amigos dele e políticos já estavam no funeral de Arthur. Entre eles, estão a ex-presidente Dilma Rousseff, o petista Fernando Haddad, ex-ministro de Lula e candidato à Presidência da República nas eleições de 2018, além de Rafael Marques e José Lopes Feijóo, ex-presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

A despedida do neto de Lula reúne ainda petistas como Gilberto Carvalho, José Mentor, Alexandre Padilha, José de Fillipi Jr. e o Professor Luizinho, e o candidato derrotado do PSOL à Presidência da República, Guilherme Boulos.

"Conversei com a família, dei os pêsames. Felizmente, dessa vez houve um bom senso da Justiça e da Polícia Federal de permitir que o presidente Lula possa vir se despedir do seu neto", afirmou Guilherme Boulos, referindo-se ao funeral do irmão de Lula, do qual o ex-presidente não conseguir participar devido à demora de decisão favorável do STF.


Ex-presidente Lula embarca para São Paulo para acompanhar o velório do neto — Foto: Valquier Aureliano/PhotoPress/Estadão Conteúdo


O pedido feito pela defesa de Lula para ele ir ao funeral do neto citava o artigo 120 da Lei de Execução Penal, que diz que "os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão".

O ex-presidente está preso em uma sala especial na Polícia Federal (PF) desde 7 de abril de 2018. Neste período, Lula recebeu a visita de Arthur em duas oportunidades.

Ainda na sexta-feira, o Ministério Público Federal deu parecer favorável à saída do ex-presidente, e a Justiça Federal autorizou a viagem, feita com escolta policial.

O avião em que Lula viajou, um Cessna Grand Caravan de prefixo PP MMS que pertence ao governo do Paraná, pousou no Aeroporto de Congonhas, Zona Sul de São Paulo, às 8h31 deste sábado (2). A decolagem tinha sido às 7h19.

Fonte: G1


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