FMS vai realizar monitoramento de cobertura vacinal entre crianças

Crianças que não tomaram vacinas serão imunizadas

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) realiza a partir desta  semana o Monitoramento Rápido de Cobertura, uma atividade que vai avaliar o estado vacinal de crianças entre seis meses e menores de cinco anos de idade, para a detecção daquelas que não estão imunizadas contra poliomielite e sarampo. Os profissionais de saúde que vão participar da ação já foram capacitados.

O monitoramento é uma atividade de supervisão das ações de vacinação, recomendada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) desde a década de 1980 e vem sendo adotado em vários países das Américas como uma ação rotineira. Caracteriza-se por avaliar a cobertura vacinal a partir da visita em cada domicílio, utilizando como fonte para avaliação da cobertura vacinal a verificação do comprovante de vacinação do indivíduo em uma amostra de 25 crianças por sala de vacina. “A metodologia já é conhecida da FMS e já foi feita outras vezes, e com isso, ao encontrar crianças que não estão com as vacinas atualizadas, a imunização será feita imediatamente”, comenta a diretora de Vigilância em Saúde Amariles Borba.

Segundo a diretora, trata-se de um método bastante útil para avaliação da situação vacinal local, com resultados importantes para subsidiar a tomada de decisão sobre a definição ou redefinição de estratégias adicionais de vacinação, visando melhorar as coberturas vacinais e sua homogeneidade, e consequentemente diminuir a população de vulneráveis. “Com isso se espera ter um retrato fiel de maneira científica do que está ocorrendo: será que nossa meta está superestimada? É uma maneira de se tentar entender por que Teresina só conseguiu atingir 88,77% da meta da vacina contra o sarampo”, comenta Amariles Borba.

A ação faz-se necessária diante da atual situação epidemiológica do sarampo e o risco de introdução da poliomielite no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados no último dia 3 indicam 1.935 casos de sarampo confirmados em 2018. O país enfrenta atualmente dois surtos da doença nos estados do Amazonas e Roraima e mais de 7 mil casos ainda são investigados.

Fonte: Prefeitura de Teresina

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