Para FMS, Teresina está fora do risco de surto de Dengue, mas deixa alerta à população

O segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) de 2019 em Teresina, realizado entre 29 de abril e 03 de maio, deu 2,2 de Índice de Infestação Predial (IIP).

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina informa que a capital está fora do risco de surto de dengue, de acordo com boletim epidemiológico do Estado do Piauí. O período é de aumento do número de casos em todo o território nacional.

(Foto: Ascom/FMS)

O segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) de 2019 em Teresina, realizado entre 29 de abril e 03 de maio, deu 2,2 de Índice de Infestação Predial (IIP). Comparando com o primeiro LIRAa, que aconteceu entre 25 de fevereiro e 01 de março, aumentou um estrato para baixo risco, dois estratos para médio risco.

“Teve município no Piauí que apresentou IIP de 14,8%. Mesmo fazendo esse tipo de comparativo, precisamos nos manter vigilantes quanto à prevenção de criadouros do mosquito Aedes aegypti e ter a participação efetiva da população no trabalho de eliminação de possíveis focos”, explica Oriana Bezerra, Gerente de Zoonoses da FMS.

De janeiro a 15 de maio de 2019, a FMS notificou 1.275 casos de dengue; 191 casos de chikungunya e 20 casos de zika. “O poder público está tentando fazer a parte dele. Nós realizamos todos os sábados a Faxina nos Bairros, que é fruto da colaboração entre setor público e comunidade na recolhida do lixo doméstico, que tem potencial de se tornar criadouro do Aedes aegypti. Durante a semana, as equipes avisam os moradores de dois bairros da cidade para fazer uma limpeza em sua casa e depositar na calçada todo o lixo doméstico, que será recolhido no sábado por um caminhão de limpeza. Pedimos especial atenção para o lixo que não é recolhido pela limpeza regular, como eletrodomésticos e móveis de grande porte”, lembra Oriana Bezerra.

Mais de 350 mil ovos de Aedes aegypti foram eliminados este ano

Borracharias, sucatas, hortas comunitárias, cemitérios e imóveis abandonados são alguns locais com maior propensão à proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da zika, dengue e chikungunya. Por isso, a gerência de Zoonoses de Teresina realiza um trabalho específico nestes locais, onde já recolheu mais de 350 mil ovos do mosquito, só em 2019.

Teresina possui atualmente mais de 1200 locais monitorados, que são conhecidos como Pontos Estratégicos (PE) e estão em todas as regiões da cidade. Segundo a gerência de Zoonoses, que é vinculada à Fundação Municipal de Saúde, até o dia 15 de março deste ano, 350.989 ovos foram retirados destes locais, sendo 127.638 na zona Norte; 106.695 na zona Sul; 74.934 na zona Leste e 41.722 na zona Sudeste.

Estes pontos são escolhidos pelos médicos veterinários da Gerência de Zoonoses, que coordenam um trabalho de monitoramento dos eventuais acúmulos de água e ovos do Aedes aegypti. O monitoramento é feito com o uso de armadilhas chamadas ovitrampas, que atraem a fêmea do mosquito para a postura de seus ovos. “Sabemos que a fêmea na sua fase adulta dura em torno de 42 dias, e embora ela produza o ovos de uma vez a postura é feita gradualmente, então precisamos fazer o esgotamento destes ovos toda semana”, diz a gerente Oriana Bezerra.

“Se nós considerarmos que esses ovos não se tornarão adultos, com esta ação nós retiramos de circulação uma grande quantidade de possíveis larvas e vetores na sua fase adulta”, esclarece a gerente. O trabalho é complementado com o uso de larvicida e também do UBV, que, como explica Oriana Bezerra, é uma máquina pulverizadora de inseticida. “Além disso, fazemos um trabalho educativo com os proprietários destes locais, com orientações e esclarecimento de dúvidas”, complementa.

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