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“Homem Livre” Estreia nos cinemas

O longa-metragem conta a história de um ex-ídolo do rock que, apóspassar anos na cadeia por um crime que chocou o país, encontra abrigo em uma pequena igreja evangélica.

Primeiro longa-metragem dirigido por Alvaro Furloni, “Homem Livre”conta história de Hélio (Armando Babaioff), um ex-ídolo do rock que, apóspassar anos na cadeia por um crime que chocou o país, encontra abrigo em uma pequena igreja evangélica. Ele só quer ser esquecido, mas seu passado voltapara assombrá-lo.Cerca de 80% do filme é ambientado em um único local, uma igrejasuburbana onde Hélio se refugia. Vemos o mundo pelo prisma do personagem, ea inquietação que ele sente é transmitida através da linguagem visual do filme. Acâmera subjetiva nos coloca em sua perspectiva distorcida e evoca suainquietação doentia.“Eu sempre quis que o filme passasse uma sensação claustrofóbica, paramostrar como o seu protagonista continuava preso mesmo após sair dacadeia. O grande desafio para deixar o filme visualmente atrativo foi criarvários moods para a locação principal, de forma que ela nunca fosse filmadaexatamente da mesma maneira. Ao longo do filme, há um reposicionamentoconstante das fontes de luz e do mobiliário no quarto do protagonista. Assim,embora o personagem permaneça confinado em um único lugar durante amaior parte do tempo, o público não fica com a sensação de que está vendo amesma coisa repetidas vezes”, explica Álvaro.Como um um thriller psicológico, “Homem Livre” assume a perspectivado seu protagonista do início ao fim, criando uma tensão e uma paranoiacrescentes, até o espectador não conseguir diferenciar o que é realidade do que éimaginação. O diretor, assumidamente fã do gênero, tem como referência filmesda trilogia do apartamento de Roman Polanski “Repulsa ao Sexo” (1965), “OBebê de Rosemary” (1968) e “O Inquilino” (1976), além de “O HomemDuplicado” de Denis Villeneuve e, principalmente, “Cisne Negro”, de DarrenAronofsky para criar a atmosfera do filme.Outro elemento importante em “Homem Livre” é a comunidadeevangélica onde o protagonista vive. “Igrejas evangélicas, de uma forma geral,são espaços que lidam o tempo todo com culpa e perdão, os principais temasdo filme. Não por acaso, a conversão religiosa é um caminho bastanterecorrente para ex-detentos famosos, que buscam nas igrejas um abrigo quenão encontram em qualquer outro lugar. Porém, é comum que essasconversões sejam vistas com uma dose de ceticismo pela sociedade, como se oex-presidiário e a igreja estivessem escondendo as suas reais motivações”,explica o Álvaro que antes do filme, não tinha tido nenhuma experiênciarelevante com a comunidade evangélica. “Acabei aprendendo muito durante apreparação para o filme. Para quem não conhece, como era o meu caso, écomum enxergar os chamados “crentes” como uma única categoria, atribuindoa todos uma série de características negativas. Mas a verdade é que existeminúmeras vertentes evangélicas e a igreja retratada no filme é um bomexemplo”, ele complementa.Além de Armando Babaioff (“Prova de Coragem”) como Hélio, o elencotraz Flávio Bauraqui (“Nise: O Coração da Loucura”), Rosane Mulholland(“Tudo Acaba em Festa”), Márcio Vito (“Pendular”), Giancarlo Di Tomasso(“Gonzaga - de Pai para Filho”), entre outros.“Homem Livre” fez sua première no 6º Olhar de Cinema - Festival Int'lde Curitiba, foi premiado no 10º Festival de Cinema de Triunfo (Melhor Atorpara Armando Babaioff e Melhor Montagem) e estreia comercialmente no Brasilpela Olhar Distribuição.Ficha técnicaHomem Livre2017 | Brasil | ficção | 84 min.Direção: Alvaro Furloni, roteiro: Pedro Perazzo, elenco: Armando Babaioff,Flávio Bauraqui, Thuany Andrade, Rosane Mulholland, Marcio Vito, GiancarloDi Tomasso, Lucas Gouvea, produtora: Segunda-Feira Filmes, Co-produtora:Vatapá Produções, distribuidora: Olhar DistribuiçãoSinopseApós anos na cadeia por um crime que chocou o país, um ex-ídolo do rockencontra abrigo em uma pequena igreja evangélica. Ele só quer ser esquecido,mas seu passado volta para assombrá-lo. 

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