Brasileira de 11 anos conquista medalha em Mundial de Skate e vira xodó

Nascida no Maranhão, Rayssa Leal acumula fãs, distribui autógrafos e ganha cartaz de skatista da Holanda

Rayssa Leal ou Fadinha do skate. Guarde esse nome e esse apelido, porque provavelmente você deve escutá-lo bastante no futuro, sobretudo se for fã de skate e isso se ainda não tiver ouvido. Com apenas 11 anos, a talentosa menina do Maranhão se tornou uma queridinha do público nos torneios da modalidade street. Foi possível ver isso recentemente, quando ela ganhou a medalha de ouro no Far'n High, disputado em Paris, na França, e o bronze no último fim de semana, na etapa de Londres, na Inglaterra, da Street League Skateboarding (SLS), a Liga Mundial de Skate Street - essa última competição valendo pontos na corrida olímpica.

A menina é, desde janeiro, membro da seleção brasileira de skate, ao lado de medalhões como Pâmela Rosa, que ganhou a SLS em Londres, e da multicampeã Letícia Bufoni, de quem é um "mascotinho" no selecionado nacional. Mas Rayssa vem chamando atenção não só pelos seus resultados. Sua pouca idade, aliada à sua técnica e extrema habilidade nas quatro rodinhas, tem deixado o público louco. Não é exagero dizer que os fãs estão criando uma verdadeira #FadinhaMania. A mãe de Rayssa, Lilian, se diverte e conta até um caso curioso:

"Acho que inspira muitas crianças, muitos pais vêm dar os parabéns a ela e fala que tem filho ou filha que admira muito a Rayssa e que assiste todos os vídeos dela. Já recebi mensagem de pai dizendo que vai colocar o nome da filha de Rayssa", comentou.

Se a corrida olímpica terminasse hoje, Rayssa Leal estaria classificada para Tóquio 2020. A World Skate, ou Federação Internacional de Skate, não estipulou idade mínima para competir. A Fadinha terá, na Olimpíada japonesa, 12 anos. Os nomes ainda não estão fechados. A brasileira pode ser a mais jovem competidora do skate em Tóquio 2020. Nesse quesito, ela enfrenta a concorrência da pequena Sky Brown, de 10 anos, que é competidora de park e nasceu no Japão, mas defende a seleção da Grã-Bretanha. A maranhense, contudo, tem resultados mais sólidos.

Na Street League em Londres, a performance de Rayssa empolgou até concorrentes na pista, como a holandesa Keet Oldenbeuving que, depois de assistir à amiga e concorrente competir, puxou um cartaz escrito: "Quando eu crescer, quero ser como Rayssa", com uma bandeira do Brasil ao lado. Foi possível ver também a brasileira recebendo o carinho do público, dando autógrafos e posando para autógrafos com crianças.

"Ela é super animada quanto a isso (assédio dos fãs, cartazes, autógrafos etc). E o que ela mais gosta é andar com as amigas. Ela fez uma amizade muito especial com a Keet. Detalhe é que a Rayssa não fala inglês. A gente fica até impressionado como ela consegue se comunicar com ela, é uma amizade muito bonita, as duas vivem grudadas", falou Lilian, mãe da Fadinha.

No ano passado, a conquista da vaga na seleção brasileira já havia ligado o alerta dos amantes da modalidade de que Rayssa poderia brigar por espaço em Tóquio 2020. Na disputa das finais do Circuito Brasileiro de Skate, o STU Open, na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, ela ficou em terceiro lugar, atrás somente de Leticia Bufoni e Pâmela Rosa. Com essa colocação, a Fadinha acabou a temporada em segundo.

A base de fãs de Rayssa começou a ser criada há mais ou menos quatro anos, quando ela tinha somente sete, e seus vídeos dando show nas quatro rodinhas começaram a viralizar na internet. O apelido nasceu naquela época. A jovem skatista descia corrimões, saltava escadas e fazia manobras de gente grande vestida com uma roupa azul de fada. Daí, Fadinha do skate.

"Ela ainda é muito tímida, mas gosta de dar autógrafos e só tem um pouco de vergonha de dar abraços", relatou a mãe da competidora.

A próxima oportunidade para ver a Fadinha em ação será no tradicionalíssimo Dew Tour que, de 13 a 16 de junho, acontece em Long Island, na Califórnia. Será o primeiro torneio que contará pontos na corrida olímpica para as duas modalidades simultaneamente, o Park e o Street (entenda como funciona a classificação para Tóquio 2020).

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