Parada LGBT em São Paulo é marcada por críticas a Bolsonaro

Nos trios elétricos, ativistas, artistas e políticos também criticaram o governo federal.

A 23ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo assumiu o caráter de movimento político e de oposição ao governo Jair Bolsonaro, que tem um histórico de declarações consideradas homofóbicas. “Resistência” era a palavra mais repetida entre os participantes do evento, que teve início por volta do meio-dia neste domingo, 23, e terminou por volta das 21 horas. Nos trios elétricos, ativistas, artistas e políticos também criticaram o governo federal.

A expectativa da Prefeitura era de reunir três milhões de pessoas no evento. Não foi divulgado balanço oficial de público. A Parada teve 19 trios elétricos, com destaque para a participação de uma ex-integrante do grupo Spice Girls. Além de críticas ao governo, a Parada também reforçou a defesa da decisão do STF que criminalizou a homofobia.

Os primeiros discursos oficiais reforçaram o tom político. A ex-prefeita de São Paulo e ex-senadora Marta Suplicy afirmou que essa é “a mais importante Parada da história”. “É a luta contra todo o retrocesso civilizatório que tem se apresentado”, completou Marta, defensora histórica da pautas LGBT.

O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) também reforçou a ideia de que a Parada é um movimento político. “Esse é um movimento contra um projeto de poder que atenta contra as nossas vidas. Uma Parada que ganha mais importante porque temos um presidente declaradamente homofóbico”, afirmou.

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